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Como funciona um presídio de segurança máxima?

Por: argel-medeiros
Publicado segunda-feira, 14 agosto 2017

Autor: Artur Louback Lopes

O padrão de segurança máxima segue o que foi criado em presídios americanos conhecidos como Supermax, cuja regra principal é manter os presos isolados em celas individuais e à prova de fugas.

AMARGO LAR: As celas são individuais, têm cerca de 7 metros quadrados e possuem uma cama, uma pia, um sanitário, uma mesa com banquinho – todos de concreto – e um chuveiro. Esta é a paisagem encarada pelo detento durante 22 ou 23 horas diárias (alguns presídios são mais rigorosos do que outros)

ENTRADA RESTRITA: Não é qualquer pessoa que pode visitar um “morador” de um presídio de segurança máxima. Só parentes diretos têm esse direito e, mesmo assim, precisam fazer um cadastro e ter sua vida vasculhada antes de ter a visita liberada. No Brasil, alguns presídios permitem visita íntima para detentos com bom comportamento

CHAPA QUENTE: Com os materiais a que os presos têm acesso, cavar um túnel é uma missão quase impossível. Mas, por via das dúvidas, todo o terreno é coberto por uma camada de concreto de 1 metro e, sob o concreto, há chapas de aço ultra-resistentes

HORA DO RECREIO: O banho de sol acontece neste espaço: um quadradinho vazio cercado por muros de 7 metros conhecido como solário. Para evitar rebeliões durante o “lazer”, grupos de no máximo dez presos saem das celas ao mesmo tempo e o horário do “banho” varia a cada dia

LIGA PRA MIM: O contato entre o preso e seus visitantes – tanto visita pessoal quanto do advogado – acontece no local conhecido como parlatório. Um vidro blindado separa o preso do visitante e o papo acontece obrigatoriamente através de um interfone

SINAL FECHADO: Embora ninguém (nem os agentes) possa entrar no presídio com celulares, nos paredões que circundam o pátio há aparelhos eletrônicos que emitem ondas de freqüência similar à dos celulares, o que deixa sem serviço qualquer aparelho nas imediações

EM CIMA DO MURO: Nas quatro guaritas há agentes armados com fuzis de alto calibre. Eles vigiam o pátio e as imediações externas. Na parte de cima dos paredões de concreto há passarelas pelas quais os agentes ficam circulando

PELO CÉU, NÃO: Para evitar que presos sejam resgatados por helicóptero, como aconteceu em um presídio de Guarulhos em 2002, cabos de aço cruzam o pátio. Os helicópteros que levam presos vindos de outros estados pousam na parte externa, além dos paredões

BIG BROTHER: Câmeras espalhadas nos corredores, nas celas e no pátio servem não só para vigiar os presos mas também o contato entre eles e os agentes. Em Catanduvas, além de serem seguidos por 200 microcâmeras escondidas, os agentes têm todas as conversas gravadas por microfones de lapela

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